Você sabia que a doença de Pompe é também pode ser chamada de doença de armazenamento de glicogênio II? Isso porque é exatamente isso que acontece: o glicogênio – um tipo de carboidrato – se acumula nas células e causa problemas.1

É por esse motivo que ocorre a perda muscular durante o avanço da doença, sendo necessária a intervenção com fisioterapia para otimizar e preservar a função motora e fisiológica, estimulando a independência do paciente maximizando os benefícios da reposição enzimática.1

A assistência fisioterapêutica motora é fundamental para o desenvolvimento do paciente e precisa ser realizada de forma personalizada, de acordo com as necessidades de cada paciente. Ela é recomendada para a prevenção da rigidez muscular, de contraturas, deformidades na postura e, principalmente, o catabolismo muscular.1

Também é importante ressaltar a recomendação de que a terapia de exercícios, dentro da assistência fisioterapêutica nunca seja de intensidade máxima, além de ser necessário evitar exercícios de resistência, desgaste ou impacto excessivo, uma vez que essas práticas possuem um alto risco de aumento da degeneração muscular.1

Exercícios de alongamentos também são indicados para prevenir encurtamentos musculares, contraturas e deformidades posturais. Esse tipo de atividade, feita sob prescrição e com acompanhamento profissional, pode aumentar a flexibilidade dos movimentos, melhorando a agilidade e lubrificando articulações.1

Por fim, a fisioterapia é um componente importantíssimo no processo de tratamento de pessoas com doença de Pompe e deve ter como objetivo a melhoria e preservação das funções motoras e fisiológicas, diminuir o impacto do desenvolvimento da doença, prevenção de outras complicações causadas pelo uso restrito dos movimentos do corpo e o aumentando da qualidade de vida.1

E para atingir esse objetivo você pode contar com o Programa Viva. Um programa de suporte ao paciente onde você pode encontrar materiais educacionais atualizados sobre a doença, além de uma série de benefícios.

Referências:

1.Case, L., Kishnani, P. Physical therapy management of Pompe disease. Genet Med. V.8, p. 318–327, 2006.