Sintomas alérgicos ao dormir: como aliviar o nariz entupido?

Sintomas alérgicos ao dormir: como aliviar o nariz entupido?

Limpeza do ambiente para controlar os sintomas

Tem coisa mais incômoda do que estar cansado, tentar dormir e não conseguir, porque o nariz entupido não dá trégua e está atrapalhando a respiração? Quem tem rinite alérgica conhece bem esse cenário, já que, quando há congestão nasal, o sono é prejudicado, pois a respiração pela boca pode trazer vários desconfortos.

Durma sem crise alérgica

O problema é que o nariz entupido é justamente um dos sintomas mais prevalentes dessa alergia respiratória1. Aliviar esse problema, portanto, é imprescindível para uma boa noite de descanso.

Em primeiro lugar, é preciso identificar o que é que está provocando os sintomas de rinite.

Um dos motivos pode ser a presença de alérgenos no quarto, como ácaros. Por isso, cuidar da limpeza desse ambiente é fundamental para melhorar a noite de sono2.

Evitar carpetes, tapetes ou bichos de pelúcia no ambiente de dormir é um dos passos para minimizar as crises. Além disso, é fundamental estabelecer como rotina a limpeza do colchão com um aspirador de pó potente e a troca dos lençóis com regularidade, já que os ácaros se alimentam da descamação da pele humana e também se reproduzem com facilidade quando a umidade relativa do ar está acima de 50%, fato que justamente acontece debaixo dos lençóis quando nos deitamos1,2.

Quando a reação alérgica já está em curso, no entanto, é preciso lançar mão de outras medidas para aliviar o nariz entupido e poder dormir em paz. Para entender melhor: a rinite alérgica provoca congestão nasal porque, quando o corpo reage a uma substância alergênica, acontece uma dilatação dos vasos sanguíneos do nariz, o que aumenta o fluxo de sangue e provoca um inchaço na mucosa nasal. Em seguida, surge o muco, atrapalhando de vez a respiração3.

Para aliviar estes sintomas, felizmente há medicamentos antialérgicos disponíveis, caso dos anti-histamínicos, que impedem a ação da histamina, responsável pelo desencadeamento dos sintomas.

Apesar de muitas pessoas associarem os anti-histamínicos à sonolência, a boa notícia é que esses efeitos só acontecem quando se usa medicamentos antigos. Com a evolução da ciência, surgiram os anti-histamínicos de segunda geração, muito mais seguros4.

No entanto, é sempre necessário conversar com um médico para receber a orientação de qual medicamento anti-histamínico tomar e em qual dose.

Consulte o seu médico regularmente para tratar as alergias de forma adequada e com melhor controle das crises.

Referências

  1. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE OTORRINOLARINGOLOGIA E CIRURGIA CÉRVICO- FACIAL (Brasil). Brazilian Journal of Otorhinolaryngology: III Consenso Brasileiro sobre Rinites. 2012. Disponível em: https://www.aborlccf.org.br/consensos/Consenso_sobre_Rinite-SP-2014-08.pdf. Acesso em: 21 out. 2021.
  2. RUBINI, Norma de Paula M.; WANDALSEN, Gustavo F.; RIZZO, Maria Cândida V.. Guia prático sobre controle ambiental para pacientes com rinite alérgica: arquivos de asma, alergia e imunologia. Revista oficial da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). 2017. Disponível em: http://aaai-asbai.org.br/detalhe_artigo.asp?id=757. Acesso em: 21 out. 2021.
  3. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA (Brasília) (org.). Guia de prática clínica: sinais e sintomas respiratórios: espirro e congestão nasal. 2016. Disponível em: https://www.cff.org.br/userfiles/file/Profar_vol1_FINAL_TELA.pdf. Acesso em: 21 out. 2021.
  4. KAWAUCHI, Hideyuki; YANAI, Kazuhiko; WANG, De-Yun et al. Antihistamines for Allergic Rhinitis Treatment from the Viewpoint of Nonsedative Properties. 2019. International Journal of Molecular Sciences. Disponível em: https://www.mdpi.com/1422-0067/20/1/213/htm. Acesso em: 21 out. 2021.

MAT-BR-2107421 – Novembro/2021