PERGUNTAS FREQUENTES

PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas são comuns, principalmente no início de um tratamento. A melhor pessoa para responder é o seu médico. Por isso, sugerimos que tenha uma agenda ou caderno para anotar suas dúvidas e levar para a próxima consulta. Apresentamos a seguir algumas dúvidas frequentes relacionadas à EM.

Se você tiver alguma outra dúvida, você pode entrar em contato com o Programa Viva pelo telefone, 0800 771 8700.

O que é Esclerose Múltipla (EM)?

A EM é uma doença crônica, degenerativa e autoimune, que provoca problemas no sistema nervoso central (cérebro e medula).

A Esclerose Múltipla (EM) é genética?

Não necessariamente, pois a EM pode ter múltiplas causas no mesmo paciente. A pessoa pode ter um gene para desenvolver a EM e nunca desenvolvê-la, mas pode transmitir o gene aos seus descendentes.

A EM não é uma doença herdada. Quando um dos pais tem EM, o risco de um filho vir apresentar a doença é de 2-2,5%. Quando os dois pais têm a doença, esse risco passa para 31%.6

Os sintomas da Esclerose Múltipla (EM) são os mesmos para todos os pacientes?

Cada paciente apresenta sintomas de determinada maneira, intensidade e duração. No entanto, algumas características da EM afetam mais um determinado grupo de pessoas que outros, como, por exemplo:

• nos homens, a progressão da doença tende a ser mais rápida;3

• pessoas afrodescendentes tendem a ter sintomas mais acentuados.4

Há apenas um tipo de Esclerose Múltipla (EM)?

Até o momento, a EM está classificada em quatro tipos:

Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR): é a forma mais comum de EM, atingindo aproximadamente 85% dos pacientes.2 As pessoas com este tipo de EM apresentam episódios de surtos ou crises agudas, quando há o aparecimento de sintomas novos ou piora dos sintomas que já existem, seguidos de períodos em que os sintomas diminuem ou desaparecem de forma completa ou incompleta, chamados de períodos de remissão. O intervalo de tempo entre os surtos é imprevisível, podendo variar de semanas a anos, e também difere de paciente para paciente.

Esclerose Múltipla Primária Progressiva (EMPP): é a forma menos comum, atingindo cerca de 10% dos pacientes.2 A pessoa com este tipo de EM tem sintomas que aparecem e pioram progressivamente, sendo que não há diferenças entre períodos de surtos e de remissões.

Esclerose Múltipla Primária Recidivante (EMPR): esta forma de EM caracteriza-se por apresentar sintomas que progridem desde o início do quadro, porém, diferente da EMPP, consegue-se identificar os períodos de surtos, seguidos de remissões com recuperação total ou parcial dos sintomas.

Esclerose Múltipla Secundária Progressiva: neste tipo de EM, geralmente, após um período de Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR), com surtos e remissões, a pessoa desenvolve a forma Secundária Progressiva. Nesta forma, as disfunções do sistema nervoso central levam à progressão da doença, com piora dos sintomas. (Aproximadamente 50% das pessoas EMRR desenvolvem a forma Secundária Progressiva, no período de 10 anos.)2

Quem tem maior risco de desenvolver Esclerose Múltipla (EM)?

A EM pode aparecer em qualquer pessoa, de qualquer idade, porém, costuma ser mais frequente em:

• pessoas entre 20 e 40 anos;

• mulheres (atinge duas vezes mais mulheres que homens); 1

• pessoas descendentes das regiões do norte da Europa, dentre outras características.5

Como eu desenvolvi a Esclerose Múltipla (EM)?

Diversos fatores genéticos, ambientais, infecciosos e imunológicos, dentre outros, têm papel no desenvolvimento da EM. Entretanto, ainda não se sabe exatamente como a EM se desenvolve. A EM não é contagiosa.

Existe cura para a Esclerose Múltipla (EM)?

Até o momento não há uma cura definitiva para a EM. No entanto, o avanço da medicina nos últimos anos vem proporcionando o desenvolvimento de novos tratamentos, que diminuem a frequência e intensidade dos surtos da doença, assim como retardar a progressão da incapacidade por muitos anos.

Após o diagnóstico, como faço para tentar controlar a Esclerose Múltipla (EM)?

Um dos fatores mais importantes no acompanhamento da EM é o seguimento pelo médico do paciente. Ele(a) orienta sobre a frequência de visitas ao consultório ou ao centro de tratamento, questiona sobre sintomas antigos e novos, quando aparecem, qual a intensidade dos mesmos, se houve surtos, a duração deles, se existem sintomas de infecção, solicita exames de sangue e/ou de imagem (como a ressonância magnética), de acordo com cada caso, e define qual conduta é a mais adequada para o paciente.

Por outro lado, o paciente deve sempre procurar o médico quando ocorrer um novo sintoma ou um sintoma antigo piorar, tirar suas dúvidas na consulta médica, retornar ao médico quando combinado, realizar os exames solicitados e seguir o tratamento, quando indicado, conforme a orientação do médico.

Por que o diagnóstico da Esclerose Múltipla (EM) parece ser difícil às vezes?

A EM é uma doença com diversas facetas, apresentando-se de forma diferente em cada paciente. Além da história clínica e do exame físico do paciente, o diagnóstico é realizado através da combinação destes com exames complementares. Ainda não há um exame específico único que dê o diagnóstico de EM. Além disso, muitas outras doenças podem ter sintomas parecidos com a EM. Assim, o médico tem que descartar outras doenças antes do diagnóstico definitivo de EM.

Qual é a especialidade médica que faz o diagnóstico e trata a Esclerose Múltipla (EM)?

Vários sintomas da EM são comuns às outras doenças, muitas delas também neurológicas. Assim, muitas vezes, as pessoas procuram inicialmente um médico clínico ou vão diretamente ao médico neurologista para o diagnóstico da doença. Como a EM é uma doença neurológica, os médicos neurologistas costumam tratar dela.
No entanto, o paciente deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, como Fisioterapeutas, Psicólogos, Nutricionistas, Terapeutas Ocupacionais, dentre outros, que auxiliam a pessoa com EM a ter uma melhor qualidade de vida.

O que é Ressonância Nuclear Magnética (RNM)?

A ressonância nuclear magnética (RNM) é um exame de imagem utilizado em diversas doenças e situações, que diferente de um Raio-X, não utiliza radiação. A RNM permite ao médico visualizar, através de diversas “fotografias”, vários órgãos, como o cérebro e/ou a medula em detalhes. No momento, a RNM é o melhor exame para auxiliar na identificação e acompanhamento das lesões causadas pela esclerose múltipla (EM) nestes locais. Pode-se também utilizar um contraste no exame de RNM para melhor visualização no cérebro e/ou medula.

ACESSE AQUI OUTROS CONTEÚDOS
DE ESCLEROSE MÚLTIPLA