GLOSSÁRIO

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ABCD

Aguda: uma doença ou um sintoma de uma doença é agudo, quando é novo ou começa rapidamente (em horas, dias ou semanas). 

Anticorpo: substância produzida pelo sistema imunológico da pessoa para combater agentes estranhos ao organismo. Porém, em algumas doenças o organismo começa a produzir anticorpos (auto-anticorpos) contra o próprio organismo, causando uma doença autoimune.

Antígenos: substâncias diferentes presentes em células do nosso organismo e também em agentes estranhos ao corpo, como bactérias, vírus, fungos ou protozoários. Quando o antígeno não é reconhecido pelo nosso corpo, o sistema imune tenta se defender, produzindo anticorpos.

Crônica: uma doença ou um sintoma é crônico quando continua por um longo período de tempo (pelo menos três meses ou mais).

Deficiência: restrição ou falta de capacidade para realizar uma atividade da maneira esperada ou dentro da faixa considerada normal.

Desmielinização: processo pelo qual a camada de proteção que envolve os neurônios (mielina) é destruída, como ocorre na EM.

EFGH

Eficácia: é a capacidade, por exemplo, de um medicamento atingir o objetivo do tratamento prescrito pelo médico, como reduzir o número de surtos, diminuir a chance de progressão da doença, dentre outros.

Esclerose: a palavra “esclerose” refere-se ao endurecimento de um tecido. Na EM, a esclerose representa as lesões no sistema nervoso central (cérebro e medula), que ocorrem com a destruição da bainha de mielina dos neurônios que depois, com o tempo, formam lesões como “cicatrizes”.

Epidemiologia: é a especialidade que determina, por exemplo, em que proporção uma doença ocorre em uma determinada população ou região, se ocorre mais frequentemente em mulheres e/ou homens, quais as idades mais frequentes de se contrair determinada doença, dentre outros fatores.

Estudo clínico: antes da aprovação de um medicamento, são realizados estudos com pessoas para avaliar se o medicamento é eficaz para uma determinada doença ou sintoma, e se ele é seguro para ser utilizado em humanos.

Exacerbação: relativa a Esclerose Múltipla, é o aparecimento de novos sintomas ou o agravamento de antigos, com duração de pelo menos 24 horas. Mas, às vezes, o termo exacerbação também é usado para denominar surto ou recaída.

Formas recorrentes de EM (EMR): EMR inclui várias formas de EM que apresentam surtos ou recidivas, incluindo EM recorrente-remitente, EM primária recidivante, EM progressiva e EM secundária progressiva. A maioria das terapias de EM são aprovadas para tratar a EMR.

Glóbulos brancos: são diversos tipos de células derivadas da medula óssea, que são responsáveis pela defesa do corpo. Existem vários tipos de glóbulos brancos, que, juntos, formam a linfa. Um dos tipos principais dos glóbulos brancos é o linfócito (linfócio T e linfócito B), que está relacionado ao desenvolvimento da EM.

IJKL

Incapacidade: diminuição da capacidade normal, por exemplo, física (de andar, de mexer as mãos) de um indivíduo.

Incidência: quando se fala de doenças, a incidência significa o número de casos novos diagnosticados dentro de um determinado período de tempo, normalmente um ano.

Inflamação: é uma resposta de defesa do organismo para combater, por exemplo, um agente estranho (como um vírus ou bactéria). Várias células de defesa do organismo e diferentes substâncias são liberadas para uma determinada região do corpo para destruir estes agentes. Na EM, existe uma inflamação que ataca a própria bainha de mielina dos neurônios do cérebro e/ou da medula.

Latência: é o primeiro sinal de uma doença ou do início de um novo sintoma da EM.

Lesão: na EM há a formação de lesões no sistema nervoso central (cérebro e medula), caracterizadas por áreas de inflamação ou desmielinização (perda de mielina nos neurônios).

Linfa: é um líquido leitoso, claro, composto por glóbulos brancos do sangue e que circula por todo o organismo e passa pelos gânglios linfáticos. A linfa também é conhecida como fluido linfático.

Linfócitos: um tipo de glóbulo branco que está envolvido na inflamação e combate infecções ou agentes estranhos. Podem ser subdivididos em linfócitos B e linfócitos T.

Linfonodos: são pequenos nódulos distribuídos em diferentes partes do organismo, que fazem parte do sistema imunológico. Os linfonodos (ou gânglios linfáticos) possuem células imunes e filtram a linfa, ajudando o organismo a combater doenças.

MNOP

Mielina: é uma camada externa de proteína que envolve a extremidade das células nervosas (neurônios) chamada de axônio, localizados no cérebro e na medula. A mielina permite que os estímulos nervosos (por exemplo, da visão, para andar, para pensar etc.) passem de um neurônio para outro rapidamente e, assim, o corpo possa realizar uma determinada função. Na EM há uma destruição da bainha de mielina, que atrasa a passagem dos estímulos nervosos entre os neurônios e dificulta, assim, diferentes funções do organismo.

Necrose: é a morte ou a destruição completa de um tecido, por causa da falta de fornecimento de sangue, de uma queimadura ou de outras substâncias tóxicas.

Neurite óptica: é uma inflamação do nervo óptico, localizado na parte de trás dos olhos, e que pode levar a alterações da visão.

Neurológico: é o que está relacionado à Neurologia, uma especialidade médica que lida com o sistema nervoso e as doenças que o afetam

Neuropatia periférica: é uma lesão nos nervos localizados nas extremidades do corpo, como mãos e pés, e que pode causar sintomas como diminuição de sensibilidade ou de força, sensação de formigamento ou dor, dentre outros.

Neurônio: é uma das principais células do sistema nervoso. O neurônio é formado pelo corpo, de onde sai o axônio (como uma cauda e que transmite os estímulos nervosos para outros neurônios) e por extensões chamadas de dendritos. O estímulo de um neurônio passa para outro através dos axônios

Parestesia: é o termo médico que descreve uma sensação diferente da pele, como queimação ou formigamento.

Placebo: é um composto, sem atividade nenhuma, ou seja, que não contém nenhum medicamento dentro, produzido para parecer com o medicamento verdadeiro. Utilizado para testar os efeitos e a segurança de um novo remédio num estudo clínico.

Prevalência: é o número de casos de uma determinada doença num determinado período de tempo, normalmente um ano.

QRST

Recidiva ou surto: na EM é o aparecimento de novos sintomas ou piora de sintomas antigos, com duração de pelo menos 24 horas, sem a presença de febre ou infecção.

Resposta imunológica: é a capacidade de defesa do organismo contra agentes estranhos ou antígenos (ex. vírus, bactérias) através de células imunes, como os glóbulos brancos (ex. linfócitos T e B) e produção de substâncias (como anticorpos).

Ressonância Nuclear Magnética (RNM): é um exame de imagem que permite aos médicos visualizar as estruturas detalhadas do organismo, sem o uso de raios-X. A RNM é uma ferramenta importante no diagnóstico e acompanhamento da EM, sendo possível ver as lesões no cérebro e/ou na medula.

Sintoma: é o que a pessoa sente de anormal. Muitos sintomas são comuns a diferentes doenças, portanto, o(a) médico(a) tem que saber os detalhes dos sintomas (como quando apareceram, se são leves, moderados ou intensos, o que melhora ou piora o sintoma etc.), fazer o exame físico e pedir exames para dar um diagnóstico certo para o que a pessoa está sentindo.

Sistema linfático: é um sistema de vasos, dutos e linfonodos, por onde passa a linfa ou fluido linfático, que ajudam na defesa do organismo.

Sistema nervoso central (SNC): é formado pelo cérebro e medula espinhal.

Terapia: é qualquer tipo de tratamento de uma doença, envolvendo medicamentos ou não.

UVW

Uveíte: é uma inflamação de uma parte interna do olho chamada de úvea.

Última Atualização: 15/04/2016 

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DE ESCLEROSE MÚLTIPLA