Diabetes

Diabetes

  • O diabetes é uma doença cuja a principal consequência é o aumento na quantidade de açúcar no sangue, e ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou quando o corpo não consegue utilizar adequadamente a insulina.
  • A insulina é um hormônio produzido e liberado pelo pâncreas durante a digestão dos alimentos, com a principal função de transformar o açúcar ingerido na forma de carboidratos em energia. A falta ou a não produção de insulina tornam impossível o aproveitamento dessa fonte de energia.
  • Tipo 1: Ocorre com maior frequência em crianças, adolescentes e adultos jovens. Acontece quando há a falência total ou parcial do pâncreas, que passa a não produzir insulina suficiente para suprir as necessidades do corpo. Nestes pacientes a utilização de terapias envolvendo aplicação de insulina é necessária para suprir a falta deste hormônio no corpo.
  • Tipo 2: Ocorre com maior frequência em adultos com mais de 45 anos, bastante comum em pessoas com excesso de peso, sedentárias ou com antecedentes da doença na família. Nestes casos o organismo não consegue utilizar adequadamente a insulina, ou não a produz em níveis suficientes. De maneira geral há necessidade de controle de dieta, exercícios físicos e, se necessário, administração de medicamentos orais e insulina.
  • Tipo 1: Por ser uma doença autoimune, este tipo de diabetes não apresenta formas de prevenção.
  • Tipo 2: Diversos fatores indicam riscos, em especial o fator hereditário. Além deste, pessoas sedentárias, acima do peso e que não têm uma alimentação equilibrada apresentam mais risco de desenvolver diabetes. Dessa forma é importante manter uma alimentação equilibrada e um bom fluxo de atividades físicas.
  • Outra forma de prevenção é realizar o teste de glicemia (nível de glicose no sangue) com regularidade para avaliação junto ao seu médico.
  • Aumento exagerado do apetite, demora em cicatrização de feridas, alterações na visão (visão turva), perda de peso, impotência sexual, aumento do volume urinário e distúrbios cardíacos e renais são exemplos de sintomas que podem indicar que o paciente esteja com diabetes.
  • Outros fatores como sensação de formigamento nas extremidades (como agulhadas internas), cansaço extremo, inquietação durante o sono, tontura ou falta de coordenação também podem indicar a presença de diabetes.
  • Os sintomas podem ser bastante diversos. Por conta disso, é importante procurar um médico se apresentar algum deles. O diabetes é uma doença que age de forma silenciosa. Com diagnóstico precoce, a adaptação e adesão ao tratamento podem ocorrer de forma mais tranquila.
  • O paciente com diabetes pode levar uma vida normal, comendo quase tudo de que gosta. Contudo, é preciso conversar com o médico e nutricionista para elaborar uma dieta adequada a cada caso, estabelecendo a quantidade ideal de calorias, carboidratos e combinações nutricionais para cada refeição. É necessário que façam parte da dieta alimentos como legumes, verduras, frutas e alimentos ricos em fibras e cereais. É importante evitar doces, alimentos com muito sódio, refrigerantes, álcool e, no geral, é preciso diminuir a quantidade de gordura nas refeições.
  • Exercícios físicos também são importantíssimos, assim como o consumo de água e a preocupação em manter um peso considerado adequado. Manter uma vida saudável é fator de suma importância para o controle e cuidado do diabetes.
  • Controlando adequadamente os níveis de glicose no sangue, através de hábitos mais saudáveis, medicamentos ou insulina, o diabetes normalmente não gera consequências graves para o paciente. Porém, sem o tratamento adequado, ao longo do tempo podem ocorrer complicações.
    • Pés: entre as complicações mais comuns estão o desenvolvimento de úlceras nos pés, causadas pela perda da sensibilidade (neuropatia sensorial periférica), o que ocorre quando os pés ficam dormentes. Se isso ocorrer, não é possível perceber quando um sapato está apertado ou quando algum objeto machuca o pé, por exemplo;
    • Olhos: Algumas complicações também relacionam-se à visão, porque o excesso de glicose no sangue pode danificar pequenos vasos sanguíneos que chegam até os olhos, principalmente a retina. Uma vez que esses vasos forem destruídos, a retina não terá mais energia para funcionar e a cegueira pode acontecer rapidamente. Também podem ocorrer danos ao nervo óptico, por conta do aumento da pressão ocular.
    • Rins: O mau controle do diabetes (dos tipos 1 e 2) pode causar insuficiência renal. Quando ocorre a perda de substâncias importantes para o organismo através da urina, como a albumina, é importante intensificar o controle da glicemia.
    • Sistema Cardiovascular: Com o passar dos anos, apresentam maior risco de complicações, principalmente após os 40 anos de idade. Tabagismo, colesterol fora das metas e hipertensão arterial também são fatores que podem trazer problemas, e que devem ser controlados ao máximo.
  • Outros exemplos:

    • Problemas dentários: Pesquisas demonstram que existe uma predominância maior de gengivite entre pessoas com diabetes, adicionando os casos de gengivite aos fatores de risco, bem como doenças cardíacas, derrame e doença renal. Em pacientes com diabetes há maior risco de desenvolver doenças periodontais (inflamações na gengiva).
    • Problemas na gravidez: Para a mãe: ter diabetes e estar grávida pede atenção, pois o risco de aborto espontâneo é muito maior, bem como o risco de pré-eclâmpsia, infecções no sistema urinário e no sistema respiratório. Para o bebê: há risco de malformações e até deficiências cardíacas. O bom controle da glicemia é essencial.
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