Dermatite Atópica

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DE DERMATITE ATÓPICA

Dermatite Atópica

A Dermatite Atópica (D.A.) é uma doença inflamatória crônica, que causa lesões na pele e intenso prurido (coceira).1-3

Na D.A. há um desequilíbrio do sistema imunológico, que acaba gerando uma resposta inflamatória exagerada e uma quebra da barreira da pele.1-3

A causa da D.A. ainda é desconhecida, mas a hereditariedade parece ser o fator mais importante no desenvolvimento da doença. Por isso, ela geralmente afeta pessoas com histórico familiar ou pessoal de dermatite atópica, asma ou rinite alérgica.1-4 Estas três doenças são conhecidas como a Tríade Atópica.1-4

A D.A. apresenta 3 níveis de gravidade: leve, moderada e grave. Uma das formas de classificr a doença é através de um índice chamado SCORAD. Esse índice leva em consideração5:

  • a extensão das lesões
  • a intensidade das lesões
  • a importância do prurido e das perturbações do sono

Muitos pacientes têm dificuldades até para tomar banho, e as lesões na pele fazem com que alguns prefiram evitar o contato social, deixando de ir à escola, faltando ao trabalho, recusando convites para festas e outras atividades de lazer.1-4

Tradicionalmente existem duas hipóteses para explicar a dermatite atópica. A hipótese “de dentro para fora” considera a D.A. como fruto de um desequilíbrio imunológico. Já a hipótese “de fora para dentro” considera que a D.A. é o resultado de um defeito genético na pele.

Artigos recentes, porém, têm demonstrado que estão presentes na D.A. tanto o desequilíbrio imunológico quanto o defeito genético na pele, variando em intensidade de um indivíduo para outro.6

A Dermatite Atópica (D.A.) ocorre com maior frequência em bebês e crianças, mas também atinge muitos adultos, e geralmente afeta pessoas com histórico pessoal ou familiar de dermatite atópica, asma ou rinite alérgica.1 Ela alterna momentos de melhora com momentos de crises, que podem ser desencadeadas por fatores externos.1

A Dermatite Atópica não é contagiosa. E, embora não tenha cura, seus sintomas podem ser controlados.1-3

No entanto, conviver com a dermatite Atópica, especialmente nos casos mais graves, pode ser um desafio.

As lesões podem aparecer em todas as áreas do corpo, mas as regiões mais comuns são a cabeça, incluindo o rosto, pescoço, cotovelos, mãos, joelhos, tornozelos e pés.

O desconforto causado pela doença pode limitar a vida dos pacientes, impactando desde atividades rotineiras, como tomar banho e dormir, até estudos, trabalho e lazer.

  • Pele seca e grossa
  • Coceira
  • Lesões na pele
  • Vermelhidão
  • Inchaço
  • Áreas escamosas
O que fazer1-3
  • Manter a pele sempre hidratada
  • Evitar banhos quentes e demorados
  • Identificar fatores desencadeantes e evitá-los
  • Consultar o médico com frequência para verificar o tratamento mais adequado:
    • As opções de tratamento atualmente recomendadas incluem hidratantes, pomadas, fototerapia e medicamentos, que podem ser orais ou injetáveis7
    • A ciência tem evoluído na área de dermatite atópica e inovações podem estar disponíveis para os pacientes no futuro7

A Dermatite Atópica (D.A.) pode impactar profundamente a vida das pessoas, especialmente daquelas com um grau mais avançado da doença.1

Quem tem D.A., além de sofrer com a coceira e o desconforto das lesões na pele, pode se sentir discriminado. O preconceito de quem não conhece a doença e, consequentemente, não sabe que a dermatite atópica não é contagiosa, pode afetar a autoestima do paciente.

Por si só, o olhar preconceituoso e desinformado é mais um fator a contribuir para o isolamento social, especialmente durante as crises ou para aqueles indivíduos com doença grave.

50% dos pacientes apresentam sinais de ansiedade e depressão*

99% dos pacientes sofrem com prurido diariamente*

9 em 10 sentem-se envergonhados/inseguros

8 em 10 dizem que a D.A. influencia a escolha da roupa que irá vestir

6 em 10 dizem que a D.A. afeta seus relacionamentos

2 em 3 têm coceira por mais de 12 horas ao dia

3 em 4 afirmam que a D.A. impacta o trabalho/estudo

1 em 2 tem dificuldades para dormir pelo menos 5 noites por semana

* Pacientes com D.A. moderada a grave

  • NUTTEN S. Atopic Dermatitis: Global Epidemiology and Risk Factors. Ann Nutr Metab 2015; 66 (suppl 1):8–16.
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  • EICHENFIELD LF et al. Guidelines of care for the management of atopic dermatitis. Section 1. Diagnosis and assessment of atopic dermatitis. J Am Acad Dermatol. 2014;70:338-51.
  • BANTZ SK et al. The atopic march: Progression from atopic dermatitis to Allergic Rhinitis and Asthma. J Clin Cell Immunol. 2014.
  • European Task Force on Atopic Dermatitis. Severity Scoring of Atopic Dermatitis: The SCORAD Index. Dermatology. 1993;186:23-31.
  • BRANDT EB and SIVAPRASAD U. Th2 Cytokines and Atopic Dermatitis. J Clin Cell Immunol. 2011; August 10;2(3).
  • LAUFFERA F. and RINGA J. Target-oriented therapy: Emerging drugs for atopic dermatitis. Expert opinion on emerging drugs. 2016; Vol. 21, No1, 81– 89.